Pesquisadores identificaram quase 500 fósseis de peixes no Deserto Oriental do Egito, revelando a existência de um antigo ecossistema marinho que ocupava a região há cerca de 62 milhões de anos. A descoberta, realizada no sítio paleontológico de Qreiya 3, remonta à época do Paleoceno, período iniciado logo após a extinção dos dinossauros.
Os exemplares encontrados apresentam um estado de conservação excepcional, permitindo a observação de detalhes anatômicos em três dimensões. A maioria dos organismos pertence ao grupo dos peixes com nadadeiras raiadas, incluindo ancestrais de linhagens modernas como o peixe-galo, o peixe-lua e parentes primitivos dos cavalos-marinhos.
O local é classificado tecnicamente como um "Lagerstätte", termo que designa depósitos raros com preservação de alta qualidade. De acordo com o material, o ambiente marinho da época possuía profundidades entre 150 e 250 metros. A baixa oxigenação daquelas águas e a presença de sedimentos finos foram determinantes para evitar a decomposição dos esqueletos e permitir a petrificação minuciosa.









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