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Revista São Roque
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Agência com apuração local · publicado originalmente por Super Rádio Tupi

Descoberta Paleontológica

500 fósseis de peixes revelam oceano oculto no Egito de 62 milhões de anos atrás

Sítio paleontológico no Deserto Oriental do Egito expõe ecossistema marinho do Paleoceno, logo após a extinção dos dinossauros, com preservação 3D impressionante.

500 fósseis de peixes revelam oceano oculto no Egito de 62 milhões de anos atrás
Foto: Reprodução/Super Rádio Tupi

Super Rádio Tupi

Jornalista

Pesquisadores identificaram quase 500 fósseis de peixes no Deserto Oriental do Egito, revelando a existência de um antigo ecossistema marinho que ocupava a região há cerca de 62 milhões de anos. A descoberta, realizada no sítio paleontológico de Qreiya 3, remonta à época do Paleoceno, período iniciado logo após a extinção dos dinossauros.

Os exemplares encontrados apresentam um estado de conservação excepcional, permitindo a observação de detalhes anatômicos em três dimensões. A maioria dos organismos pertence ao grupo dos peixes com nadadeiras raiadas, incluindo ancestrais de linhagens modernas como o peixe-galo, o peixe-lua e parentes primitivos dos cavalos-marinhos.

O local é classificado tecnicamente como um "Lagerstätte", termo que designa depósitos raros com preservação de alta qualidade. De acordo com o material, o ambiente marinho da época possuía profundidades entre 150 e 250 metros. A baixa oxigenação daquelas águas e a presença de sedimentos finos foram determinantes para evitar a decomposição dos esqueletos e permitir a petrificação minuciosa.

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A descoberta preenche uma importante lacuna científica sobre os 10 milhões de anos posteriores à queda do asteroide que extinguiu os grandes dinossauros. Com o desaparecimento de antigos predadores, novos grupos de peixes ocuparam nichos ecológicos vagos, processo que fundamentou a fauna aquática contemporânea.

As investigações no sítio de Qreiya 3 seguem em andamento e buscam compreender a resiliência dos ecossistemas após catástrofes globais. O estudo contou com a colaboração de pesquisadores como Alexandre F. Bannikov e James C. Tyler, com publicação vinculada ao Smithsonian Institution.

Com informações de Super Rádio Tupi.

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